Maria Montessori nasceu em 31 de agosto de 1870 na cidade de Chiaravalle, no leste da Itália.
Foi uma das primeiras mulheres a se formar em medicina na Itália.
Estudou, inicialmente, as crianças com deficiências psíquicas.
Instalou, em janeiro de 1907, a primeira “Casa dei Bambini” para crianças normais, inovando em todos os aspectos pedagógicos.
Escreveu muitas obras e o livro Pedagogia Científica foi seu grande marco.
Criou um método de ensino que abrange, hoje, da gestante à universidade.
Desenvolveu uma filosofia de auto-educação através da cultura, da responsabilidade e da liberação das potencialidades profundas do ser.
Criou materiais concretos para representar conceitos abstratos.
Lutou por uma nova concepção para a infância, participando da elaboração do documento sobre os Direitos da Criança.
Sofreu perseguições pelo caráter democrático de sua obra.
Exilada, manteve-se por longo tempo na Espanha e depois na Índia, dureante a 2ª Guerra, tendo tido imensa acolhida pelo seu método e filosofia.
Disse sempre que a metodologia que leva seu nome não estava concluída e que sua estrutura sempre permitiria adequações à cultura e às sociedades diversas.
Responsabilizou a família, a escola e a sociedade pelo futuro do Ser e da Humanidade.
Foi amiga de grandes personalidades: Gandhi, Tagore (escritor indiano), Freud e outros que defenderam o Homem e sua liberdade.
Formou seguidores que estenderam o Método Montessori a todos os continentes, nas mais diferentes culturas.
Maria Montessori teve um filho – Mario Montessori – que sempre a acompanhou em suas viagens e que continuou divulgando o Método Montessori, após a sua morte. Seu neto, Mario Montessori Jr., deu continuidade ao trabalho de Montessori, escrevendo também algumas obras sobre o método.
Maria Montessori construiu sua história pessoal, intelectual e científica dedicando-se por mais de meio século ao estudo e à pesquisa do mais fundamental e difícil problema do homem - a sua formação; porque considerava que só através dela seria possível agir diante de questões decisivas da vida - sua conservação e seu desenvolvimento.
Morreu com quase 82 anos, em 6 de maio de 1952, na Holanda, completamente lúcida, projetando uma viagem ao continente africano.
Seu túmulo tem a forma de dois braços envolvendo o mundo e nele estão escritas suas palavras:
"Peço às queridas crianças, que tudo podem, para unirem-se a mim para a construção da paz nos homens e no mundo".